13/03/2024 11h36

PCES prende criminoso mais procurado do Espírito Santo

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), com apoio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), do Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e de policiais penais da Secretaria da Justiça (Sejus), prendeu na última sexta-feira (08), Fernando Moraes Pereira Pimenta, vulgo Marujo, de 31 anos, criminoso mais procurado do Estado do Espírito Santo. A prisão ocorreu no bairro Bonfim, em Vitória.

A operação policial denominada “Sicário Xeque-mate” que resultou na captura do criminoso mais procurado do Estado teve início por volta de 8h. Os policiais fizeram incursões no bairro Bonfim e tinham mandados de busca e apreensão para 15 imóveis da região. Um deles era do pai do procurado.

“Ele estava escondido dentro de uma espécie de bunker. Para acessar esse local, era necessário encostar dois fios, que geravam a abertura da porta desse esconderijo. Ele se escondia junto de um balão de oxigênio, uma estrutura bastante engenhosa. Por esse motivo, ele conseguia se esconder das operações policiais”, explicou o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Ricardo Almeida.

O superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Romualdo Gianordoli, contextualizou os conflitos que levaram o criminoso a sair do Rio de Janeiro, onde estava escondido, e retornar ao Espírito Santo.

“Quando ele deflagrou a guerra com criminosos oriundos da localidade do Morro do Macaco, foi necessário que ele voltasse ao Estado para manter o controle in loco da situação. Nós sabíamos que ele estava aqui desde o fim de outubro do ano passado. Desde então, fizemos o trabalho de monitoramento, que culminou na prisão do indivíduo. Ele praticamente não dormia e andava muito pouco pelo bairro. Nós programamos a operação para o horário em que ele costumava dormir”, destacou o superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Romualdo Gianordoli.

“Marujo já é coisa do passado, é carta fora do baralho. Nós vamos colocar todos atrás das grades. Ninguém vai ficar impune, ninguém vai ficar fora do alcance das leis. É importante que a gente pare de idolatrar esses criminosos. Quem tem que saber nome de bandido é a polícia. Nós temos que saber quem é o professor, quem é o policial, quem é o médico que está cuidando das pessoas. Quero parabenizar a todos pelo brilhante trabalho”, afirmou o secretário de Estado da Segurança e Defesa Social, Eugênio Ricas.

A investigação e monitoramento que levaram à prisão de Marujo duraram cerca de cinco meses e contaram com apoio fundamental do serviço de inteligência da PCES, em especial do Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT).

“Hoje conseguimos concretizar esse objetivo que tínhamos que era prender esse alvo que sempre desafiou as forças de segurança do Estado do Espírito Santo. Em 2021, criamos o Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT). A partir de então, começamos a produzir material de inteligência sobre essas organizações criminosas”, disse o delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), José Darcy Arruda.

Policiais penais da Diretoria de Operações Táticas (DOT) participaram da operação. A unidade especializada é responsável por gerenciar intervenções nas unidades prisionais em situações de crise e é preparada para atender situações complexas, como o controle de distúrbios, bem como para atuar em ações preventivas no sistema prisional.  Com a criação da Polícia Penal em janeiro deste ano, novas atribuições também fazem parte das atividades da categoria, como a participação em operações e apoio a outras forças de segurança pública em atuação conjunta.

“Só temos que ressaltar o trabalho de integração entre as forças, o trabalho exemplar da Polícia Civil e o apoio brilhante da Polícia Penal do Espírito Santo, por meio da Diretoria de Operações Táticas (DOT). Esse criminoso será inserido no sistema prisional, onde deverá cumprir o regime legal estabelecido pelo juízo. A princípio, será custodiado na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA2), no Complexo de Viana, unidade que é dedicada a custodiar presos de alta periculosidade”, pontuou o secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco.

Após os procedimentos de praxe, o indivíduo de 31 anos, foi encaminhado à Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA2), onde permanece à disposição da Justiça.

 

Texto: Matheus Foletto

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