10/09/2019 10h23

Polícia Civil finaliza o Curso de Combate às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais

Foi realizado, nessa sexta-feira (06), o encerramento do Curso Avançado de Investigação no Combate às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais. 67 servidores, dentre eles delegados, investigadores, agentes de polícia e peritos participaram da formação, que ocorreu no auditório da Chefatura da Polícia Civil (PCES) nos dias 04, 05 e 06 deste mês. Os integrantes estiveram no local das 08h às 16h40, nos três dias.

O delegado geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, relatou que o curso de capacitação de lavagem de capitais está capacitando os profissionais a trabalharem em uma investigação muito delicada. “Nela há várias especificidades, que são justamente a lavagem de capitais, de bens e de dinheiro. Então, é um curso que nós estamos apostando muito, porque hoje a PCES não deve se dedicar somente à investigação de crimes violentos, mas também de crimes que nós reputamos ser de colarinho branco. Esse é um grande passo, uma nova era para a Polícia Civil, para investigações mais aprofundadas e específicas a respeito da corrupção”, afirmou.

O Diretor da Academia de Polícia Civil (Acadepol), delegado Joel Lyrio, informou que 67 policiais civis participaram da capacitação. “Nós temos uma lista de espera com 40 servidores e intencionamos organizar mais uma turma neste ano. O curso superou as expectativas de todos, por ter uma metodologia única e pela forma que o tema foi abordado. Os próximos cursos que iremos realizar são de treinamento para as armas Glock e de vistoria veicular”, destacou.

O coordenador do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro, em missão especial no Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), delegado Alexandre Del Santo Falcão, explicou que a rede de laboratório funciona no Ministério da Justiça.

“O Espírito Santo inaugurou recentemente o laboratório, que tem adquirido experiência com pessoas de fora do Estado. Nessa sexta-feira, recebemos a Daniele Garcia, Delegada de Polícia Civil do Estado de Sergipe. No curso, ela falou sobre o crime de lavagem de dinheiro especificamente, sobre laboratório de tecnologia, mostrando a realidade Nacional e eu, além de ser aluno, a auxiliei e pude mostrar para os profissionais como funcionam as técnicas de laboratório aqui no Espírito Santo”, contou o delegado.

A instrutora do curso, Daniele Garcia, é Delegada de Polícia Civil do Estado de Sergipe há 18 anos e atualmente está lotada no Ministério da Justiça, na Diretoria de Ensino e Estatística da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Lá, a nossa função é coordenar os programas de fortalecimento das Polícias Judiciárias, especialmente no combate à corrupção. É dentro desse contexto que eu vim ao ES participar de uma “segunda rodada”. Nós já estivemos aqui com um programa de fortalecimento das Polícias Judiciárias e agora estamos vindo com essa capacitação, para que possamos ensinar um pouco das técnicas e das formas de investigação desses crimes mais complexos para os servidores daqui do ES”, assegurou.

A delegada contou que foi realizada uma dinâmica de casos práticos, de estudos de casos e de exercícios. “Nós fizemos exercícios guiados e livres. Eles puderam se reunir em grupo e discutir uma técnica de investigação de um determinado caso que lhes foi descrito. Isso é importante, porque o momento de errar é em sala de aula, essa capacitação é importante para que eles saiam daqui fortalecidos e confiantes de que podem fazer esse tipo de investigação”, afirmou.

Na sexta-feira, durante a manhã, os participantes aprenderam sobre a história do combate à corrupção no Brasil e no mundo, lei de lavagem de dinheiro e suas tipologias, atuação de laboratórios, sobre as quebras de sigilo bancário e fiscal, e sobre os relatórios de inteligência financeira. “Nós conseguimos passar por todos esses pontos no primeiro período e à tarde nós colocamos em prática todos os ensinamentos que foram dados, não só hoje, mas durantes todos os dias de curso”, concluiu Daniele Garcia.

O responsável pela Divisão de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Diccor), delegado Marcus Vinícius, disse que o curso é fundamental para o desempenho do trabalho da Divisão e suas unidades correlatas, além de ampliar o conhecimento técnico dos policiais. Assim, possibilitando uma melhor prestação do serviço público e a consequente punição de pessoas envolvidas com atos de corrupção.

“Nós acreditamos que o trabalho será feito de uma maneira melhor pelos policiais. Com essa formação contínua, eles se sentem mais estimulados a atuar em investigações desse quilate, pois serão mais bem executadas. Com bons resultados, trazemos benefícios para a população do Estado e também temos expectativas de que alguns desses policiais tenham interesse em trabalhar na Divisão. A partir disso, aumentaremos o nosso efetivo, possibilitando a realização de vários trabalhos ao mesmo tempo, fortalecendo as ações contra a corrupção no ES”, concluiu Marcos Vinícius.

O chefe da 13ª Delegacia Regional de Aracruz, Delegado João Francisco Filho, gostou muito do curso, haja vista o caráter prático e os estudos de caso abordados, pois se mostraram realmente significativos. “A instituição tem que trabalhar nesse sentido para buscar sua valorização e para reprimir esse tipo de crime que ocasiona um prejuízo muito grande à sociedade. Com boas adequações, poderemos atuar com mais firmeza e com mais tranquilidade. As expectativas foram muito boas quanto à aplicação dos ensinamentos aqui aprendidos”, destacou. 

 

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